Friday, May 30, 2008

"Control", a cinebiografia de Ian Curtis, o vocalista da lendária banda pós-punk Joy Division, deve aumentar ainda mais o culto e o mito em torno do grupo de Manchester que após o suicídio de Ian, renasceu das cinzas nos anos 80 como o New Order.

Ian era depressivo, tinha crises epilépticas no palco e vivia dividido entre duas mulheres, sua esposa e uma jornalista francesa. Suas letras são asfixiantes observações deste mundo como um lugar tomado pela dor, pela doença, pela alienação e pela miséria. Acima de tudo ele foi um poeta brilhante, na liderança de um grupo com uma sonoridade incomum.

O Joy Division criou uma anti-imagem sinistra envolta em trevas, que com o tempo adquiriu o status e a aura mais românticos que o rock já presenciou desde as mortes de Jim Morrison e Nick Drake.

Suas músicas e temáticas têm uma influência abissal no mundo pop/rock, atravessando gerações, dando as caras na sonoridade de bandas variadas, como Arcade Fire e She Wants Revenge, só para citar alguns.

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