O francês Benjamin Biolay (foto) é o candidato mais sério que eu conheço à vaga deixada por Serge Gainsbourgh, uma de suas inegáveis influências. Assim como Gainsbourgh em seu tempo, Biolay ocupa um lugar único na música pop atual. Biolay, afinal, não dá a mínima para os modismos do gosto do público e só grava o que bem quer. Sua liberdade e suas idiossincrasias são impressionantes. Ele não é um artista "cabeça", embora suas músicas requeiram inteligência e refinamento para serem apreciadas, como as de Bryan Ferry nos tempos gloriosos do Roxy Music. O que noto é que a base de Biolay é o formato canção - típico da música francesa - que ele desenvolve, levando avante, sem precisar desconstruí-la. Utilizando apenas pitadas sutis de eletrônica e um charme sexy, gozador e cínico como crooner, que nos remete a Gainsbourgh e Ferry. Benjamin Biolay é um dos poucos artistas contemporâneos que imprimem uma marca absolutamente pessoal a suas obras.

2 Comments:
NAO TENHO RECLAMAÇAO NEHUMA, ATE POQUE LHE ADMIRO BASTANTE.
SO NAO ENTEDIR FOI O TITULO DO BLOG QUERIDO DIABO.
NAO CONSIDERE ISSO COMO UMA RECLAMAÇAO !!!
APESAR LHE ADMIRO BASTANTE !!!
PESSOA MASSA COMO ESSE PROFESSOR NAO SE ENCONTRAR !!!
4:59 AM
Ué, se o Mick Jagger confessa sua simpatia pelo diabo porque não posso chamar meu 'querido diário' de querido diabo? Ademais, o diabo é o pai do rock, tafarel. Deus não curte muito o som das guitarras, preferindo harpas e coros celestiais.
3:51 PM
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