
Festa dos professores em frente ao prédio do belíssimo (mas atualmente funesto) Palácio dos Leões. Muito foguetório, sorrisos e abraços após meses de pressões, cortes de vencimentos, ameaças de demissão e de substituição dos grevistas por contratados. Um momento emocionante: quando os policiais militares que vigiavam os professores vieram agradecer pela derrubada da lei e parabenizá-los. Todos os servidores festejam, mas os professores foram os únicos que assumiram essa batalha até o fim. Os poucos que ainda resistiam viraram a mesa com a decisão do Supremo Tribunal Federal ontem, que nos deu vitória e derrubou a lei de Jackson Lago. Os jornais comprados pelo governador insistem em atrelar os professores "ao sarneísmo e ao muradismo" (O Imparcial) ou a mentir descaradamente, afirmando que grevistas furiosos e radicais (ou melhor, simples professores desarmados, sob a vigília constante dos cacetetes dos PMs) precisam parar de "invadir escolas, enfrentar estudantes e promover quebra-quebras" (Jornal Pequeno). Que eles amarguem a perda de credibilidade e depois lambam sabão. Nós voltaremos às salas de aulas com a alma lavada, o coração satisfeito e a consciência tranqüila de quem lutou pacificamente por seus direitos, nada mais, até que se fizesse inteira justiça.
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