RESUMO DA ÓPERAPor apoiar o movimento grevista dos professores, hoje fui "devolvido" à Secretaria de Educação do Estado, perdendo minha vaga de trabalho na escola Benedito Leite. Só os fura-greves não foram punidos, alegando que voltarão segunda às salas de aula. Desde que lhes foi cortado o ponto, voltaram com o redondinho na mão para a escola. Eu disse que não adiantaria nada voltarem, que todos seriam descontados, grevistas ou não. Não me deram ouvidos. Ferraram-se assim mesmo. Na mesma hora decidiram parar de ir à escola, mas logo depois voltaram. A situação esquizofrênica deles se pauta pelo medo. Um professor, além de covarde, ainda foi cínico com os grevistas: "E quem é que vai pagar as minhas contas?"
É dose, é dose, é dose. Nem abro mais O Imparcial e Jornal Pequeno, de tão nojentos. Publicam diariamente mentiras favoráveis ao governo e contrárias aos professores. Por exemplo, negam o desconto dos nossos salários e o corte de ponto, punição que desafia a medida de uma desembargadora. O governador é ríspido, e sem argumentos decentes, agora deu para comparar os professores aos nazistas, e a acusá-los de serem sarneysistas. Alto lá, Excelência. O nazismo foi uma monstruosidade sem tamanho e falar de nazismo levianamente é um insulto a todos, tanto aos professores grevistas, quanto aos mortos no Holocausto e em combate na Segunda Guerra. Que eu saiba a tática nazista de manipular a verdade através dos meios de comunicação é coisa que Jackson faz através do Imparcial e do Jornal Pequeno, jornais comprados e que não valem o papel em que são impressos. Não me lembro de ler mais erros de português do que no Imparcial. Nem mais vulgaridades que no tal Colunaço do Dr. Peta, que chafurda na vida sexual das pessoas para tentar rebaixá-las.
É óbvio: os jornais falam bem de quem paga bem. O Imparcial e o Jornal Pequeno recebem a verba do estado para publicidade do governo, e jamais vão publicar matérias isentas. Na época de Roseana essa verba ia toda para o jornal O Estado do Maranhão, do sistema Mirante, dos Sarneys. Quem mudou essa situação foi o ex-aliado deles, José Reinaldo Tavares.
O governador Jackson acusa os professores de terem caído numa armadilha. Só se for na ratoeira que é o seu governo, que atraiu os eleitores com o queijo da Educação para depois esmagar os servidores de um golpe só, com sua lei de subsídio salarial, aprovada num piscar de olhos pela Assembléia Legislativa.
Ah, e sarneysista é a vovozinha, governador. Não conheço insulto pior que ser associado aos políticos do Maranhão. Baixaria eu não admito!


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