
Penso muitas vezes, à terceiro-mundo, que os americanos são retardados mentais. Gostaria de poder escrever isso e ponto final. Mas aí lembro dos grandes poetas americanos: Whitman, Emily Dickinson, Wallace Stevens, Eliot, Elizabeth Bishop, Marianne Moore, Philip Larkin; dos prosadores de gênio: Melville, Faulkner, Flannery O'Connor, Cormarc Macarthy; das cantoras e cantores de jazz: Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Mahalia Jackson, Chet Baker, Louis Armstrong, dos cineastas de peso: Francis Ford Coppola, Terence Malick, Arthur Penn, Don Siegel, Robert Altman, Sam Peckinpah, Quentin Tarantino; dos críticos atilados: Harold Bloom, Edmund Wilson, Robert Hugues, das bandas de rock sem par: Velvet Underground, Stooges, Blondie, Patti Smith, Television, Suicide, etc, e me vejo engolindo minhas palavras ranhetas. A cultura unifica os povos, não a cultura da guerra e das armas nem a subcultura do consumismo a qualquer preço em que vivemos, mas a cultura, ponto.
.
.
P.S.: O esporte nacional dos europeus é esnobar os EUA. Freud dizia que a América foi o grande erro de Colombo. E em "Crime e Castigo", de Dostoiévski, temos o sinistro Svidrigailov, que, antes de se suicidar com um tiro, explica-se: "Para a América!"


1 Comments:
O grande Philip Larkin nunca pediu um MacLanche feliz. Ele era britânico. Sorry, macacada.
10:01 AM
Post a Comment
<< Home