Tuesday, December 25, 2007

O francês Benjamin Biolay (foto) é o candidato mais sério que eu conheço à vaga deixada por Serge Gainsbourgh, uma de suas inegáveis influências. Assim como Gainsbourgh em seu tempo, Biolay ocupa um lugar único na música pop atual. Biolay, afinal, não dá a mínima para os modismos do gosto do público e só grava o que bem quer. Sua liberdade e suas idiossincrasias são impressionantes. Ele não é um artista "cabeça", embora suas músicas requeiram inteligência e refinamento para serem apreciadas, como as de Bryan Ferry nos tempos gloriosos do Roxy Music. O que noto é que a base de Biolay é o formato canção - típico da música francesa - que ele desenvolve, levando avante, sem precisar desconstruí-la. Utilizando apenas pitadas sutis de eletrônica e um charme sexy, gozador e cínico como crooner, que nos remete a Gainsbourgh e Ferry. Benjamin Biolay é um dos poucos artistas contemporâneos que imprimem uma marca absolutamente pessoal a suas obras.

Saturday, December 22, 2007


E neste sábado imperfeito - nada melhor para traduzir sentimentos dolorosos recentes - que a letra de música perfeita de uma música perfeita de uma banda mais-que-perfeita:

The Smiths
Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me


Last night I dreamt
That somebody loved me
No hope, no harm
Just another false alarm

Last night I felt
Real arms around me
No hope, no harm
Just another false alarm

So, tell me how long
Before the last one?
And tell me how long
Before the right one?

The story is old - I know
But it goes on
The story is old - I know
But it goes on

Oh, goes on
And on
Oh, goes on
And on

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Monday, December 17, 2007


Richard Hawley é um gênio. Admirado pelos caras do R.E.M., do Radiohead e dos Arctic Monkeys, ele já integrou a banda britpop Longpigs e o Pulp, a convite pessoal de Jarvis Cocker. Mas nada se compara a seus discos solo. Suas músicas são lindíssimas. Sua voz e seu som parecem uma soma dos melhores momentos de Roy Orbison, Johnny Cash, Leonard Cohen e Gene Vincent. O resultado lembra as trilhas sonoras de Angelo Badalamenti para os filmes de David Lynch. São canções de puro sonho e melancolia, que falam alto a corações solitários.

Os melhores discos de Hawley são as obras-primas Coles Corner (2005) e Lowedges (2003). O mais recente é o magnífico Lady's Bridge, que aparece na lista dos melhores discos de 2007 do site Stereogum. O disco de 2001, que leva apenas o nome do cantor, é outra pérola de pop sublime, e está tão arrebatadoramente repleto de beleza e romantismo quanto os demais. Ouçam tudo.

Sunday, December 02, 2007

Trip Hop Hurrah


Já dispara como a melhor notícia do ano. Os três integrantes do Portishead anunciaram o retorno da banda, após dez anos de silêncio. Em março de 2008 sai o novo disco. Não morramos até lá.