Almas duplas
O pai (Tim Buckley)...
...e o filho (Jeff Buckley)
Ouvindo "Hallelujah" de Leonard Cohen, na belíssima versão de Jeff Buckley, de repente me lembro de meados dos anos 90 quando a notícia da morte de Jeff me apanhou de surpresa. Eu tinha acabado de comprar o fantástico "Grace", disco de uma sensibilidade e beleza únicas, cujo título, um crítico maldoso da revista Bizz taxou de "sem graça".
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Passados 10 anos da morte, tanto "Grace" quanto Jeff têm status míticos. Curioso que nos anos 90 o público o desconhecia. Alguns clipes rolavam na MTV, e só. Não tocava no rádio. O cantor, pelo menos aqui no Brasil, era tão obscuro quanto o seu pai, Tim Buckley, morto por overdose aos 28 anos, quando Jeff tinha apenas 8 anos. Tim lançou oito discos e é curioso notar como Jeff (que morreu afogado aos 30) era fisicamente parecido com o pai, a despeito das diferenças musicais. Jeff Buckley detestava as comparações com o pai, além do mais eles quase não conviveram (Jeff conheceu o pai durante um show e depois passou uma semana com ele). Suas grandes influências foram Led Zeppelin (do Phisical Graphitti, primeiro LP que ganhou na vida, Van Morrison (de Astral Weeks) e os Smiths.
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Confesso conhecer quase nada do pai de Jeff Buckley, mas prometo pesquisar. No livro "1001 Discos para ouvir antes de morrer" tem um monte de discos dele. Jeff só deixou um disco, que virou item de culto. O segundo disco permaneceu inacabado. Tem um filme sendo atualmente rodado sobre a vida e a obra dos dois. Merece uma conferida, penso com meus botões.



